quinta-feira, 3 de abril de 2014

Convite Reatech Brasil 2014

Ai Pessoal;

A Maior feira de reabiltação, inclusão, acessibilidade e paradesporto, acontece em São Paulo, no Centro de Exposições Imigrantes, entre os dias 10 e 13 de abril.




Vale muito a pena, dar uma passada lá e conhecer as novidades em tratamentos e equipamentos.

Os crachás podem ser obtidos gratuitamente, assim como mais informações, no link abaixo:

http://www.reatech.tmp.br/

Visitem e aproveitem!!!

terça-feira, 25 de março de 2014

ISENÇÕES 1

Meus amigos e leitores, depois de um longo período eu estou de volta.


Todos no Brasil pelo menos já ouviram que os deficientes tem direito a isenção de Impostos na aquisição de veículos, mas, muito pouca gente sabe que pode estar enquadrado neste direito, portanto, eu sugiro a todos leiam com Atenção.


Eu irei relatar o processo de compra de veículo com como as isenções, os percalços e todo o caminho sinuoso até o objetivo final, mas, antes, nesta publicação eu esclarecerei "quem" tem direito as isenções.

As isenções se dividem los Dois grupos:

1. Isenção Para "Condutores":

São isenções concedidas a motoristas com CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de acordo com uma deficiência física ou uma limitação de movimentos, que podem ocorrer em decorrência de uma cirurgia por exemplo, um relatório médico é que vai indicar se uma pessoa tem a necessidade de dirigir um veículo automático e/ou adaptado. Em posse do relatório médico é possível obter as seguintes isenções:
Veículo 0 km: Isenção de IPI *, *** IOF, ICMS **, IPVA e Rodízio
Veículo semi-novo: Isenção de IPVA e Rodízio
* IPI - Instrução Normativa RFB n ° 1.369, de 2013.
** ICMS - Portaria CAT 38/13
*** IOF - Instrução Normativa RFB n ° 1.369, de 2013.

São definições de limitações Físicas:

I - Deficiência:  toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de uma atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano.
II - Deficiência permanente:  a que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos.
III - Incapacidade:  uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao bem-estar e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida.
IV - Deficiência Física:  alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

O Interessante e Desconhecido destas isenções, é exatamente "Quem" tem direito as mesmas:

Podem se enquadrar como situations seguintes:
Amputações, Hérnia de Disco, Mastectomia (retirada da Mama), Alguns tipos de câncer, AVC (acidente vascular cerebral), AVE (acidente vascular encefálico), Síndrome de imunodeficiência adquirida (HIV), Cardiopatias, Reumatismo, Artrite, Artrodese, Artrose, Doenças degenerativas, Doenças neurológicas, Esclerose múltipla, Escoliose acentuada, LER (Lesão por esforço repetitivo), Lesões com sequelas físicas, Manguito rotador, Nanismo (baixa estatura), Neuropatias diabéticas, Parkinson, Poliomielite, Próteses internas e externas, Problema renal crônico, Síndrome do túnel do carpo, Tendinite crônica, dentre outras.


2. Isenção Para "Condutores Não":

São as isenções concedidas as pessoas com deficiência que queiram ter um veículo, mesmo que não sejam condutores, estes também podem fazer a compra do veículo com isenção do IPI e do ICMS. A norma vale para qualquer pessoa, mesmo que seja criança, desde que obtenha o laudo específico para o processo das isenções assinado por 2 médicos credenciados pelo SUS. A deficiência deve ser atestada por dois médicos, de especialidades diferentes. O laudo também precisa ter a assinatura do responsável pela clínica ou hospital.
Nos casos de pessoas com necessidades especiais que não sejam condutoras, a isenção concedida será do IPI, ICMS e Rodízio. Os órgãos estaduais não liberam o IPVA para proprietários não condutores.

A isenção para "Não Condutores" é concedida a pessoas que se enquadrem:

1. Portadores de Deficiência Física
enquadradas no demonstrativo acima descrito.

2. Portadores de Deficiência Intelectual.
Deficiência mental (severa ou profunda) (1)
(Definições de acordo com o Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999).
Deficiência mental, funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18 (dezoito) anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:
a) comunicação;
b) cuidado pessoal;
c) habilidades sociais;
d) utilização da comunidade;
e) saúde e segurança;
f) habilidades acadêmicas;
g) lazer;
h) trabalho;
 Que atenda à definição acima, porém que contemple única e exclusivamente aos níveis severo/grave ou profundo da deficiência mental (retardo mental) (*).

Para tal deverá atender a todos os critérios a seguir para cada nível:
Deficiência Mental
Severa (Retardo Mental Grave) (*)
  • Déficit significativo na comunicação, que pode ser feita através de palavras simples.
  • Atraso acentuado no desenvolvimento psicomotor.
  • Alteração acentuada no padrão de marcha (dispraxia).
  • Autocuidados simples sempre desenvolvidos sob rigorosa supervisão.
  • Déficit intelectual atendendo ao nível severo.
  • Deficiência Mental Profunda ( Retardo Mental Profundo) (*)
  • Grave atraso na fala e linguagem com comunicação eventual através de fala estereotipada e rudimentar.
  • Retardo psicomotor gerando grave restrição de mobilidade (incapacidade motora para locomoção).
  • Incapacidade de autocuidado e de atender suas necessidades básicas.
  • Outros agravantes clínicos e associação com outras manifestações neuropsiquiátricas.
  • Déficit intelectual atendendo ao nível profundo.

(*) Na CID-10 o termo Deficiência Mental é referendado como Retardo Mental. Deficiência Mental Severa corresponde à Deficiência Mental Grave.

3. Portadores de Deficiência Visual.
È considerada pessoa com deficiência visual aquela que apresenta acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º (tabela de Snellen), ou ocorrência simultânea de ambas as situações.

4. Portadores de autismo.
(Transtorno Autista e Autismo Atípico)
Critérios Diagnósticos. (baseado no DSM - IV - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais e na Classificação Internacional de Doenças - (CID 10).

I - TRANSTORNO AUTISTA (F 84.0)
Preenchimento do Eixo A e B:

Eixo A - Preencher um total de 6 (seis) ou mais dos seguintes itens observando-se os referenciais mínimos grifados para cada item, ou seja:

(1) Comprometimento qualitativo da interação social, manifestado por pelo menos dois dos seguintes aspectos:
Comprometimento acentuado no uso de múltiplos comportamentos não-verbais, tais como contato visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social.
Fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento.
Ausência de tentativas espontâneas de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (p.ex. não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse).
Ausência de reciprocidade social ou emocional.
(2) Comprometimento qualitativo da comunicação, manifestado por pelo menos um dos seguintes aspectos:
Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada ( não acompanhamento por uma tentativa de compensar por meio de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica).
Em indivíduos com fala adequada, acentuado comprometimento da capacidade de iniciar ou manter uma conversa.
Uso estereotipado e repetitivo da linguagem idiossincrática.
Ausência de jogos ou brincadeiras de imitação social variados e espontâneos próprios do nível de desenvolvimento.
(3) Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes aspectos:
Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse, anormais em intensidade ou foco.
Adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não funcionais.
Maneirismos motores estereotipados e repetitivos (por exemplo, agitar ou torcer mãos e dedos ou movimentos complexos de todo o corpo).
Preocupação persistente com partes de objetos.

Eixo B - Atrasos ou funcionamento anormal em pelo menos umas das seguintes áreas, com início antes dos 3 (três) anos de idade: (1) interação social, (2) linguagem para fins de comunicação social ou (3) jogos imaginativos ou simbólicos.

II - AUTISMO ATÍPICO (F 84.1):
No autismo atípico o desenvolvimento anormal e/ou comprometimento pode se manifestar pela primeira vez depois da idade de três anos; e/ou há anormalidades demonstráveis insuficientes em uma ou duas das três áreas de psicopatologia requeridas para o diagnóstico de autismo (a saber, interações sociais recíprocas, comunicação e comportamento restrito, estereotipado e repetitivo) a despeito de anormalidades características em outra(s) área(s).
Para o diagnóstico de Autismo Atípico, os critérios sintomatológicos são semelhantes aos do Transtorno Autista, ou seja: desenvolvimento anormal ou alterado manifestado na primeira infância nas seguintes áreas do desenvolvimento: interações sociais, comunicação e comportamento. Porém pode apresentar-se com menor grau de comprometimento e ou associado a outras condições médicas.
a) é necessária a presença de pelo menos um critério sintomatológico para os itens da área do comportamento qualitativo de interação social
b) comprometimento qualitativo da interação social, manifestado pelos seguintes aspectos:
Comprometimento acentuado no uso de múltiplos comportamentos não-verbais, tais como contato visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social.
Fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento.
Ausência de tentativas espontâneas de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por exemplo, não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse).
Ausência de reciprocidade social ou emocional.
c) pode haver ausência dos critérios sintomatológicos em uma das áreas da comunicação e/ou de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades.
d) o início dos sintomas pode se manifestar até os 5 (cinco) anos de idade.


Amigos, para se informarem sobre os seus direitos, frente a qualquer doença aqui citada, vocês devem procurar um despachante especializado em isenções, eu posso sugerir duas que eu conheço os serviços (em São Paulo):

A Neo Isenções, que prestou serviços de qualidade a dois conhecidos meus, o link da Neo isenções é:

http://www.neoisencoes.com.br/

A Névia Isenções, que prestou serviços de qualidade para mim, no caso para agência onde eu adquiri o meu veículo, o link da Névia Isenções é:

http://www.neviaisencoes.com.br/

sábado, 21 de dezembro de 2013

Final de Ano!!!

Aos meus leitores os meus sinceros votos de Boas Festas, independente de suas religiões e crenças, afinal somos todos humanos e todos dividimos o mesmo planeta.


Todo final de ano é uma época de reflexão, no final do ano passado eu comecei  uma série de publicações sobre os problemas encontrados pelos deficientes no Brasil, com o intuito de alertar  aqueles deficientes que desejam vir ao Brasil para os grandes eventos "Copa do Mundo" e "Olimpíadas".

Eu comentava sobre as casas de show e o Brasil foi pego de surpresa pela tragédia de Santa Maria, eu comentava sobre os transportes e o Brasil explodiu em protestos durante a "Copa das Confederações" e o final do ano ainda trouxe as tristes imagens do conflito entre torcidas no jogo entre o "Vasco" e o "Atlético Paranaense", mostrando que aqui, embora não hajam questões raciais ou religiosas, mata-se por futebol.

Os problemas do Brasil se resumem ao fato dos vários governos por décadas tratarem a "Educação" como despesa e não como investimento, professores mal pagos, sem um plano de carreira, sem atualização, sem perspectiva de crescimento, beneméritos lutadores compõe o quadro do ensino publico por todo o país.

Contudo, existe uma esperança para nós deficientes neste Brasil, este ano eu estive na Universidade Mackenzie e tive a oportunidade de conversar com alunos dos cursos de arquitetura e de engenharia civil, com eles eu fiquei sabendo que em ambos os cursos existem matérias específicas que tratam da inclusão.

Quando eu cursei engenharia na década de oitenta, não havia esta preocupação.

Ainda neste final de ano, eu fui agraciado com a visita da Letícia, do Maurício e da Bárbara, alunos de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi, que fizeram um documentário comigo a respeito de minha deficiência e de minha visão da vida e do mundo.



video

Como vocês podem ver, o trabalho deles ficou maravilhoso e trabalhos como este nos devolve a fé em um mundo melhor. O meu muito obrigado a este grupo de jovens e a todos que hoje em suas vidas acadêmicas começam a promover a inclusão.



Aqui, uma foto minha com a Letícia, a Bárbara e o Maurício (gente que faz a diferença), após a gravação do documentário:




Mais uma vez, Boas Festas a todos!!!


sábado, 13 de julho de 2013

Deficientes, gestantes e idosos - Atenção a este benefício

Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) baixou uma norma, determinando que as empresas de aviação concedam um desconto de 80% na passagem do acompanhante. O desconto não vale para a pessoa com deficiência, mas sim, para a pessoa que viaja com ele.



Acompanhantes de pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) podem reivindicar desconto nas tarifas cobradas pelas companhias aéreas.


Esse abatimento é baseado na Resolução nº 9 da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), de 05 de junho de 2007, que normatiza o atendimento a esse público, que segundo o texto é composto por portadores de deficiência; idosos com mais de 60 anos; gestantes; lactantes; portadores de síndrome de Down.
A Lei nº 17.763, promulgada em 24 de julho de 2012, torna obrigatória a fixação de cartazes, nos balcões das companhias, com o texto que menciona a Resolução da Anac.

Existem casos em que é imprescindível o embarque de acompanhantes para garantir a assistência a deficientes, como é o caso de pessoas portadoras da síndrome de Down, que podem sofrer convulsões ou espasmos e precisam de acompanhamento. Comprovadas essas necessidades, as empresas aéreas têm de conceder desconto na tarifa do passageiro no valor mínimo de 80% em relação ao preço normal. No entanto o desconto não vale quando o acompanhante se dispõe a viajar espontaneamente.



Quais os procedimentos?

O portador de deficiência ou seu responsável deverá relatar o interesse de adquirir  uma passagem aérea e que sente a necessidade de um acompanhante para prover ajuda para embarque/desembarque e durante o vôo. Será então feito uma reserva em uma tarifa disponível para venda naquele momento em nome do passageiro principal e outra reserva em nome do acompanhante, a qual terá um desconto de 80% sobre a tarifa paga pelo passageiro principal.

Será solicitado ao portador de deficiência ou ao seu responsável que preencha o MEDIF (Medical Information Form), um formulário de partes:

A primeira pode ser preenchida pelo próprio passageiro portador de deficiência ou por seu responsável, fornecendo informações sobre a deficiência e as necessidades dele.

A segunda deverá ser preenchida pelo médico do portador de deficiência, fornecendo informações médicas sobre a deficiência.

Então o MEDIF deverá ser enviado para o departamento médico da Cia aérea que avaliará o mesmo e emitirá um parecer se concorda com a necessidade de acompanhamento e com os preparativos necessários para o vôo.


Portadores de deficiências que apresentem limitações estáveis e bem definidas poderão tentar emitir junto a Cia aérea um FREMEC (Frequent Traveller Medical Card) que evita que seja necessário procurar um médico para preencher a parte médica do MEDIF toda vez que for viajar.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Brasil deficiente

Para os muitos que me lêem no exterior, fica aqui uma pequena explicação sobre as recentes manifestações do país.


Nós somos um povo hibrido que nunca vimos nosso país como uma nação, mas, sim como um pedaço do planeta Terra, aqui todos os povos com seus costumes, suas religiões e suas convicções são respeitados e recebidos como seres humanos, como iguais.

Existe um grande porém, a administração deste pedaço do planeta Terra só foi justa até 21 de abril de 1500, depois desta data tudo mudou, corrupção, direitos diferentes paras pessoas diferentes, nenhuma distribuição de renda, nenhum investimento no povo.


Na era colonial, pagávamos a Portugal um quinto de nossa receita a título de imposto, hoje pagamos dois quintos de nossa receita ao governo local e temos menos escolas, menos hospitais e menos segurança do que na era colonial.

O brasileiro é dono de uma paciência histórica e uma fé perene por dias melhores, mas, tudo tem um limite, hoje temos parlamentares condenados exercendo função publica e rindo de nossas caras, gastando parte daqueles dois quintos de nossas receitas, temos parlamentares tentando criar leis que impeçam a lei de ser aplicada sobre eles e que impeçam a divulgação das barbaridades que cometem, enquanto isso, somos assaltados nas ruas, perdemos nossos filhos para a violência, nos faltam escolas, nos falta atendimento médico hospitalar.


O brasileiro não é contra a Copa do Mundo, nem contra a seleção,muito menos contra os estrangeiros, ele apenas deseja que o seu governo tenha o mesmo empenho na construção de escolas, de hospitais que teve na construção dos estádios para a copa, ele espera que o seu governo de a ele a mesma segurança que está dando as seleções estrangeiras.


Em 513 anos a única coisa que foi democratizada neste país foi a escravidão, no lugar na senzala o sistema de habitação, no lugar do cuidado, o sistema de saúde, no lugar da alimentação, a cesta básica e no lugar da chibata o salário mínimo.



No Brasil, segundo o IBGE, 45,6 milhões de pessoas tem alguma deficiência, ou seja 23,9% da população do país. O IBGE não possui nenhum dado sobre quantos destes adquiriram esta deficiência por ineficiência do estado, um erro médico no natal ou pré-natal e até uma doença não diagnosticada no SUS, um atendimento tardio ou erro médico em um atendimento a um acidente doméstico ou de transito, uma via publica sem manutenção ou iluminação que levam a um acidente, um ferimento durante um assalto, são as causas mais comuns de deficiência neste país, mas, o estado se cala frente a elas.

A inclusão e a educação são obrigações mínimas do estado e direito dos deficientes, o transporte publico e uma vida social, também são obrigações do estado e não um favor como o governo parece achar.

Conseguir a aposentadoria por invalidez no Brasil é uma verdadeira epopéia, apesar de você ter um laudo de uma doença degenerativa e incurável, você tem que enfrentar uma humilhante maratona de visitas ao INSS, ser atendido com má vontade e desdenho por médicos que tem por instrução evitar a concessão de aposentadoria e passar por um longo período de auxilio doença. Por que esta demora se você tem uma doença incurável? Quando finalmente você consegue a aposentadoria vem a surpresa, o valor desta aposentadoria. Quando eu comecei a trabalhar, era recolhido um valor para o INSS referente ao meu trabalho que tinha o teto de até 20 salários mínimos, depois este valor foi revisto para o teto de 10 salários mínimos, em toda a minha vida eu nunca paguei menos que o teto, seria lógico que eu recebesse ao menos este teto de 10 salários mínimos, mas, na hora do governo pagar a história muda.

O aposentado por invalidez é um condenado, no Brasil todo aposentado continua trabalhando para completar sua renda e no Brasil todo deficiente consegue no máximo um sub-emprego apesar de seu currículo e seus diplomas, mas, acima de tudo, no Brasil o aposentado por invalidez é proibido de trabalhar mesmo que seja como “peso de papel”, sob a pena de perder o benefício e ser processado pelo estado.

A constituição diz que todos os brasileiros são iguais, mas, os aposentados do congresso, mesmo por invalidez ganham 20 a 30 vezes mais do que eu e ainda existem os que estão aposentados por terem sido terroristas que também recebem bem mais.

Todos os benefícios concedidos pela lei aos deficientes são timidamente divulgados e conseguí-los é um parto que demanda tempo e dinheiro, como o direito de comprar um carro com isenção de impostos.

O que mais falta aqueles que adquiriram alguma deficiência é a real inclusão, se no instante em que você adquiriu uma deficiência você não estiver trabalhando, muito provavelmente você ficará muito tempo sem receber, ficara inadimplente, com o nome negativado e sem a menor possibilidade de se recuperar, o governo não tem nenhum plano para estes casos, você não poderá utilizar nenhum dos demais benefícios e fim.


Por esses motivos é que nós deficientes apoiamos estes movimentos e agradecemos aos que nele estão indo, na certeza de que são nossa voz, nossas pernas e braços.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Benefício ampliado


Desconto para compra de carro zero km para pessoas com deficiência é ampliado
A partir de 2013, famílias que têm algum membro com deficiência podem se beneficiar das isenções de impostos.

Pessoas com deficiência podem comprar carro zero quilômetro com isenção de impostos. Mas, a partir de janeiro de 2013, o benefício vai ampliado para famílias que têm filhos com necessidades especiais

 “Qualquer economia é bem-vinda.”

Porém, ter direito ao benefício não é tão simples. Primeiro, é preciso reunir uma série de documentos. Depois, eles são encaminhados à Receita Estadual e Federal e, para ser aceito, o pedido pode levar até três meses.


Para conseguir o benefício é preciso ter um laudo médico que comprove a deficiência do beneficiado (o modelo está disponível no site da Receita Federal). Também é necessário apresentar o RG, o CPF e o comprovante de residência do deficiente, além do comprovante de renda do responsável.

“Já que nós temos direito, é importante as pessoas saberem o direito que têm. Muitos desses direitos, não são divulgados. Com isso, muitas pessoas que necessitam deixam de se beneficiar”.

Os grupos e os direitos

Existem dois grupos de pessoas com deficiência que têm direito aos descontos. O primeiro é classificado como “condutores”, pois é permitido ao solicitante, mesmo portando uma deficiência, dirigir o carro. Neste caso, são concedidas isenções das seguintes taxas:

- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
- IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
- ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação)
- IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores)

O outro grupo é chamado de “não-condutores”. Os não-condutores (deficientes visuais, tetraplégicos, outros) também têm direitos a descontos, como IPVA e IPI. Nesses casos, a lei permite que terceiros (indicação de no máximo três motoristas) possam dirigir o automóvel, já que a deficiência impede essa tarefa.

Critérios para conseguir a isenção

- Possuir carteira nacional de habilitação (CNH) compatível com a deficiência (apenas o grupo de condutores)
 - Para obter isenção do IPI e do IOF: procurar a Receita Federal e montar um processo (reunir documentos e laudo da perícia médica) para cada tipo de imposto que requisitar a isenção. Não é necessário pagar nenhuma taxa para pedir o benefício. O formulário pode ser encontrado no site da instituição: http://www.receita.fazenda.gov.br;
- Quando já estiver com o documento da Receita, liberando a isenção do IPI, o solicitante poderá adquirir um veículo. A concessionária dará uma carta, relatando o modelo selecionado pelo consumidor;
- Com a carta da loja em mãos, o condutor do grupo dos condutores pode dar entrada na Secretaria da Fazenda e pedir a anulação da taxa de ICMS e do IPVA (SAC: 0800-170110);
- Após a aquisição do veículo, com a nota fiscal em mãos, será necessário efetuar o procedimento para “registro de veículo 0 km” junto ao Detran-SP. O passo a passo está disponível no portal www.detran.sp.gov.br, na aba “veículos”.

O documento do carro será emitido com a seguinte observação: “intransferível”;

Obs: caso o deficiente tenha pedido só a isenção do IPI, ele não poderá vender o veículo em até dois anos. Nos casos de condutores com demais isenções, pelo período de três anos. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

A deficiência e as casas de show no Brasil 3


Antes de qualquer coisa, eu gostaria de pedir desculpas àqueles que seguem ao meu blog, pela demora em postar esta última postagem sobre shows para deficientes, eu não consigo compreender muito bem ao Google+ e parece que a minha divulgação da comunidade no mesmo foi vista como “spam” o que me penalizou com uma suspensão temporária.

Depois da publicação do especial “Terror em Santa Maria”, eu volto para concluir a “série” das casas de show e os deficientes.



Depois do infame show que eu vivi no Morumbi, eu demoraria um pouco para voltar a assistir alguma coisa, foi somente agora em novembro de 2012 que eu voltei a assistir um show e a experiência voltou a não ser nada boa.

Minha sobrinha convidou minha esposa para assistir o show comemorativo de 30 anos de carreira do cantor Daniel, no Credicard Hall. Eu só havia ido a um show nesta casa em janeiro de 2003 acompanhando a minha filha, naquela época eu ainda caminhava embora com dificuldade, mas, dado o nome da casa, eu esperava receber tratamento descente tal qual o que recebi no HSBC Brasil, triste engano.

Fomos ao Credicard Hall para adquirir os ingressos, os cartazes com o nome da Tickets For Fun junto a bilheteria já eram o prenuncio de confusão.



A casa começou a mostrar sua desorganização já no atendimento da bilheteria, foram necessárias duas atendentes para chegarem a conclusão de “onde” ficava o local destinado a deficientes, por fim, chegaram a conclusão que o local ficava na área vip, mas, ao contrario do HSBC Brasil, o Credicard Hall não tem um preço diferencial, ou seja eles não fizeram nada além de vender um ingresso vip, pelo preço vip e não possuem locais mais baratos acessíveis.



A discussão da compra se estendeu e eu já nem tinha mais vontade de ir ao show, nem vontade de discutir, quando a minha esposa acabou pagando mais caro para que eu pudesse assistir ao show em um lugar “acessível”, eles ainda venderam o meu ingresso cobrando metade, como se estivessem fazendo um favor e não cumprindo uma lei.
No dia do show, o que estava ruim ficou muito pior. A casa não dispõe de uma área de desembarque para deficientes, é necessário ingressar no estacionamento, onde as vagas exclusivas distam ao menos 50 m da portaria.

Estava chovendo e a vaga e o acesso são descobertos. Minha esposa caminhou sob chuva até a portaria para solicitar uma cadeira de rodas, minutos mais tarde um segurança totalmente despreparado apareceu com uma cadeira de rodas pequena, eu não cabia nela, mais alguns minutos e ele retornou com uma maior com os pneus vazios.
A cadeira não era muito comum, parecia ser de uso específico para alguma determinada deficiência, o segurança confessou que a cadeira não era do estabelecimento, havia sido esquecida lá, o estabelecimento só dispõe das pequenas.

Eu me sentei na cadeira e embora ela fosse larga, as rodas tocavam em minha calça, estava chovendo, o chão estava molhado e quando eu cheguei à portaria estava molhado e sujo.

Chegar ao local que me fora estipulado como “acessível” foi outra epopéia, passagens estreitas, pessoas fora de suas mesas e muita má vontade dos seguranças que se importaram mais durante todo o show com o cantor do que em auxiliar.

Antes do início do show, os telões exibiam as saídas de emergência ao lado do nome da seguradora, mas, a tal seguradora devia observar melhor o local, assim como os órgãos que expedem os alvarás de funcionamento, pois durante todo o show, a saída de emergência mais próxima esteve obstruída pelo pessoal que aguardava o término do espetáculo para ter acesso ao camarim do cantor.

Em resumo foi um total descaso com o consumidor “deficiente” e em que lugar estão as autoridades neste momento? Em que lugar estão os nossos direitos? Um país que não respeita os seus próprios deficientes como respeitará aos estrangeiros nos mega eventos que se candidatou? 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A deficiência e as casas de show no Brasil especial tragédia em Santa Maria




Quando eu iniciei o ano escrevendo sobre casas de show e deficientes, jamais poderia imaginar a tragédia que ocorreria na boate Kiss em Santa Maria, Rio grande do Sul.

Minhas postagens visam apresentar as dificuldades que os deficientes encontram para poderem freqüentar casas de show no Brasil e dada a penetração do meu blog no exterior, preparar aqueles que visam visitar o Brasil na Copa das Confederações, Copa do Mundo, as Olimpíadas e Paraolimpíadas, o que irão encontrar por aqui.

Fica constatado que as dificuldades não atingem apenas aos deficientes.

Muitas casas, inclusive de renome não cumprem as normas exigidas por lei, o pessoal interno geralmente é contratado por evento e não tem experiência em combate de incêndio nem em auxiliar em caso de emergências, muito menos em sequer se preocupar com os deficientes.

Aqui é possível ver a frente da boate Kiss.


Aqui podemos ver o interior da boate, vazia e em dia de evento.




Como podemos notar, o espaço é insuficiente para o número de pessoas que freqüentam aos eventos e com certeza o local não tem a menor possibilidade de ser freqüentado por um deficiente.

Aqui podemos ver imagens da tragédia e um esquema do acontecimento.




Hoje os noticiários farão alardes, os políticos usarão mais quinze minutos de fama e dirão que serão apurados os responsáveis, finalmente encontrarão algum “bode expiatório” que será indiciado, mas, dificilmente ficara preso.

A verdade é que acidentes não acontecem, nós os causamos e hoje as condições de nossas casas noturnas são inseguras e não irão mudar.

Para o tamanho da irresponsabilidade que é o Brasil, são poucas as tragédias que acontecem, e isso ocorre, por que os políticos e governantes do Brasil não passam de "fanfarrões", você escuta a presidente, os governadores e os prefeitos dizerem que vão apurar os culpados, mas, os culpados são eles mesmos, eles são os chefes do executivo, eles são os responsáveis pela, liberação, inspeção e fiscalização dos locais públicos e responsabilidade não se delega aos outros.

Este acidente tipo de acidente é culpa do Estado, as mortes por falta de segurança são culpa do Estado, as mortes no sistema de saúde são culpa do Estado, o descaso com os deficientes é culpa do Estado.

Enquanto nossos políticos e governantes não deixarem de ser "fanfarrões" nós vamos continuar a enterrar corpos e contabilizar vítimas, pelo menos até nos conscientizarmos que quem escolhe os políticos somos nós mesmos.

Minhas condolências as famílias que foram vitimas de mais essa barbárie brasileira.